Entrando no Jogo

Sou eu quem começa:

Com aquele meu toque que atiça,

Minha mão, por ti desliza.

Já derretida, ainda indecisa.

.

Agora é sua vez:

Você me procura,

Em um momento de loucura.

Se pergunta se é certo o que fez.

.

Meu turno de novo:

Rápido, mas sutil, me movo.

Lhe dou um primeiro beijo,

Em seu olhar vejo um fraquejo.

.

Você é quem joga:

Perdida, abre o bolso,

Mas não da um passo em falso.

Nossos desejos refoga.

.

Por hora sou eu:

Relembro o que aconteceu,

E lhe digo que te quero.

Em nós, mais vontade eu gero.

.

Mais uma vez é você quem vai:

Me tenta com sua imaginação,

Deixa minha mente a milhão.

E, de lá, não sai.

.

Eu quero brincar mais um pouco:

Por hora, dou de louco.

Te ataco e te confundo,

Só pra agitar seu mundo.

.

Momento de esperar, agora:

Logo, de novo, chega a hora.

Pouco tempo, mas demora.

Venha jogar, não vá embora.

.

André Luiz Moreira Boni 14/07/2011 04:28

(é um jogo, é divertido..rs. Me lembrei de uma frase que vi uma vez, algo do tipo: “O amor é o único jogo em que os dois podem ganhar”, ou qualquer coisa do tipo…=D e, nossa, nunca fiz um poema tão grande, exceto um ou dois existencialistas que não prestam e estão perdidos em algum canto dos meus rabiscos)

Publicado em: às 16/07/2011 em 4:54  Deixe um comentário  

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